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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Recife é a capital brasileira do Rock & Roll no Nordeste! PARABÉNS irmãos e irmãs Pernambucanos!!

(Recife is the Brazilian capital of Rock & Roll in Northeast ! Congratullations BROTHERS & Sisters from Pernambuco!) 



 
É RECIFE, agora eu sei o porquê...

Agora sei porquê Recife está no circuito das apresentações de artistas internacionais no Brasil, especialmente do Rock & Roll!! 
Domingo, estava garimpando algumas jóias na Net quando cheguei ao site do Lágrima Psicodélica e ouvi um programa da Radio WULP, chamado Dexx`s Psychedelic Tears e apresentado pelo Dexx, que faz parte do staff do Lágrima.
Pois bem, eis que fico ouvindo o Dexx rasgar elogios a uma Banda dita psicodélica - Anjo Gabriel.

(Anjo Gabriel -aí estão os caras em ação!)

Na realidade a minha surpresa foi tanta... mas tanta! O meu primeiro impulso foi contatar o pessoal da WULP e procurar saber mais desta 'preciosidade'!
Apesar de todos os que eu já vi falando desta Banda a chamarem de Psicodélica, até os próprios, eu a considero uma excelente Banda de Rock Progressivo.

E de repente o desnuda-se os anos 70, com toda a sua "viagem" instrumental tecida por uma guitarra de distorção suja, um contrabaixo pesado e sombrio, um teclado que forma uma via sonora para que os devaneios progressivos resgatados lá nos anos setentistas possam aflorar. E uma bateria cadenciada em suas marcações e com o volume de peso em sua condução perfeitos!
A primeira música, 'Peace Karma', com o seu riff meio Sabbath, meio Quartz, tem direito a solos de guitarra com delays e compressores, solos de teclados que ora lembram Jon Lord do Deep Purple, ora a lá Ken Hensley do Uriah Heep e um solo de contrabaixo bem seco. Ótima faixa com direito a experimentalismos e um solo que me lembra os Moogs da década de setenta em seu final!
Em seguida encontramos 'Sunshine in Outer Space', a sua entrada de contrabaixo e cadência do ritmo me reportam a "Dazed and Confused" do Led Zeppelin I. Já a sua segunda parte é inegável a influência de Bandas alemãs de Kraut Rock e Progressivo. E aos poucos, vão aparecendo as influências da Banda!
'Mantra III' é a próxima deste disco que até poderia ser lançado em vinil! A parte percurssiva dá início a um tema que me sugere ser meio indiano, ou árabe, e o resto da 'viagem' segue a linha altamente competente de contra-tempos e tempos de suas composições.

(Mas o cartaz é psicodélico 70's mesmo!)

A próxima música, 'Astralysmo', tem início com uma interessante batida africana, que aos poucos vai se tornando a mais pura jornada, aí sim, com vocais psicodélicos, flangers e efeitos mis!! Não sei o porque, mas me lembrou Moody Blues... O resto da música segue com a mesma pegada progressiva e pesada, em um vai e vem com a percussão altamente africana.
Em '1973', após uma rápida introdução de bateria, que de modo algum anuncia o solo de bateria que ainda estaria por vir nesta canção, mais uma vez temos a presença dos vocais. Desta vez sem os milhares de efeitos da faixa anterior. Mais comprometida talvez com a forma de composição da época do título da faixa. Esta é outra música com  com várias 'fases' que se revezam por entre os solos de guitarra e teclado.
E a última música desta preciosidade é 'O Poder do Passaro Flamejante DubdeepSabbath)'... Realmente não dá para deixar de ver a nítida influência de Jon Lord e do Deep Purple na parte do solo de teclados. Para logo depois, encontrarmos uma passagem Reggae de imenso bom gosto (cadência, harmonia, melodia, acompanhamentos e competência)! É interessante como eles conseguem fazer a progressão de um ritmo para outro com tanta naturalidade! Quando percebemos estamos em outro estágio... O riff, mais uma vez lembra o Sabbath. Alguma coincidência quanto ao título da música?

Apesar da maioria das músicas deste disco ter mais de dez minutos, só faz na minha opinião, este play ter um maior valor ainda. Afinal, quem foi que disse que as "viagens" não podem ser longas? 
(Outra tomada da Banda ao vivo)

Anjo Gabriel | Pernambuco – Olinda

“Anjo Gabriel é Psicodélica. com ecos da cena udigrudi dos anos 60 e 70 e transbordando Ave Sangria nas referências musicais… A definição do jornalista Bruno Nogueira é o que mais se aproxima de uma explicação para o som da banda Anjo Gabriel. Para complementar a equação adicione o Kraut Rock alemão produzido nos anos 70 e todo ácido que é possível diluir em sons incrivelmente caóticos, que se entrecruzam e soam como aglomerados de galáxias agonizantes perdidas em corredores de tempo e espaço. Tempo e espaço inclusive são elementos extremamente fluidos, proporcionando uma intensa viagem de surrealidade rock..n..roll. A banda Anjo Gabriel foi formada em 2004 e atualmente se prepara para gravar seu primeiro disco que vai ser lançado em CD e LP pelo proprio selo Ripohlandya Records."


Para entrar em contato com a banda Anjo Gabriel:
Myspace
Facebook
Email
(81) 9833-5458

Os contatos para Shows e aquisição do play estão aí em cima!

(Clica na capa do PLAY para fazer o download desta jóia rara)
Senha/Password: lagrimapsicodelica
E para provar, mais uma vez que o pessoal de Recife, apesar do Estado também ser culturalmente riquíssimo, tanto quanto a Bahia, são mais democráticos, ecléticos e respeitam as diversidades que nós daqui da Terrinha. Se lá existe algum tipo de máfia, tenham certeza que é totalmente diferente daqui... Então recebam!

(Grande quantidade de shows com Bandas locais)

(Oportunidades para novas Bandas)

(Até apresentações de Rock Gospel ...)

(Este eu não comento!)

(E nem este!)

Festival Abril Pro Rock:
(OLHA SÓ O ESPAÇO QUE O ROCK & ROLL TEM NA MÍDIA DE LÁ DE RECIFE ... Globo-PE)

Valeu IRMÃOS e IRMÃS de Recife! Keep on ROCKIN´!!!

 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

14 de Abril - Nasce uma Lenda da Guitarra e do Rock... PARABÉNS !!!

( April 14 - Birth of a Guitar & Rock Legend!  CONGRATS!!!)

(A Lenda da Guitarra em espectro)

Há 66 anos atrás nascia em Weston-Super-Mare, a aproximadamente 29Km de Bristol, Richard Hugh Blackmore, ou como é mundialmente conhecido, Ritchie Blackmore!


(Eis o velho e bom Blackmore, um dos maiores Guitarristas do Mundo)

Dono de um talento e temperamento inigualáveis, Ritchie é um personagem controverso da História do Rock! Ele faz a linha "Ame-o ou Deixe-o" !! É indiscutível o seu 'feeling', a sua técnica, e a sua 'mise-en-scène'. Muito habilidoso, com sua Fender Stratocaster influenciou muitos e muitos guitarristas que vieram gerações depois.
Conhecido por seu temperamento difícil, Blackmore trocou por inúmeras vezes de músicos por Bandas aonde passou. 
Perfeccionista ao extremo, ele não só cobra dos outros, bem como de si próprio: 
"Estava ficando um músico desleixado!" - disse quando da sua primeira saída do Deep Purple no início de 1975.

(Gosto muito desta foto! Ela é da parte interna do 1st. Rainbow)

Falar sobre Blackmore é muito difícil pois, olhando para os anos que se passaram, temos muitas histórias para contar sobre este soberbo músico... Só para citarmos uma: reza a Mitologia do Rock & Roll que ele fêz "a cabeça" de Ian Paice e Jon Lord, respectivamente bateria e teclados do Deep Purple, para enviarem Nick Simper (baixo) e Rod Evans (vocais) para uma tour "fantasma" pela Alemanha, enquanto os três ficavam na Inglaterra e recrutavam Roger Glover e Ian Gillan para substituí-los! E é aproximadamente desta época que destacamos do "Concerto para Grupo & Orquestra". Totalmente escrito pelo gênio Jon Lord, a parte que Banda e Orquestra se fundem e servem de base para o fantástico solo de Blackmore, aqui empunhando uma Gibson ES355.


Após um sem número de brigas com Ian Gillan, com o consentimento da dupla Paice e Lord, consegue demiti-lo do Purple no final de 1973. E também demitem Roger Glover. Ele queria um vocalista com um timbre de voz parecido com o de Paul Rodgers, ex-Free e naquela época, atual Bad Company, que foi sondado e declinou da proposta. Anos mais tarde, Paul Rodgers, depois do falecimento de Freddie Mercury, aceitaria o convite de Brian May e Roger Taylor para reativarem o Queen, mas esta é uma outra História... 
Conseguem então um baixista excelente com uma voz excepcional, que estava em sua Banda, Trapeze, chamado Glenn Hughes! Glenn é possuidor de uma excelente linha de baixo, pena que para Ritchie, um inglês sisudo, a linha melódica de Hughes era exageradamente 'Funk'... A sua voz, irrepreensível! Com alguns timbres muito parecidos com a voz de Stevie Wonder, que aliás, é ídolo de Glenn. Porém, Mr. Blackmore não estava muito afim de dividir os holofotes com um "baixista-cantor" e incutiu na cabeça de Paice e Lord que esta formação com quatro integrantes descaracterizaria a Banda que sempre teve um front-man! 
Eles encontraram na figura de David Coverdale, um balconista de uma loja de sapatos, na longínqua cidadezinha de Redcar, o indivíduo com o tal timbre de voz parecido com o de Rodgers.

(Ritchie rodando a sua Fender em meados dos anos 70)

Enfim, 1975 havia chegado, e com ele o Purple fêz, na minha opinião, dois de seus melhores discos, 'Burn' e 'Stormbriger', que foram prontamente repudiados por nosso 'Herói':
 "O Deep Purple não é mais a masma Banda. Agora virou uma bandinha de Soul Music...". Esbravejava Blackmore devido as influências de Hughes e Coverdale! Foi a gota d´água!
Ele se joga ao sacrifício. Sai do Deep Purple, deixando o seu lugar vago, para o "ÁS da Guitarra", Tommy Bolin, (ex-James Gang, Billy Cobham e Alphouse Mounzon entre outros...).
Então ele dá vida à Banda "Ritchie Blackmore´s Rainbow", ao lado do até então desconhecido da maioria da população Mundial, Ronnie Dio.

(Ontem e hoje, as faces de Ritchie Blackmore)

E mais uma vez, reza a lenda da Mitologia do Rock & Roll que, Blackmore precisava de uma Banda o mais rápido possível, pois já tinha escrito farto material para a composição e lançamento de um LP pela Oyster em conjunto com a Purple Records, do qual ele também é sócio. Certa feita ele viu uma Banda chamada ELF, cujo o vocalista era um intérprete fantástico! Fazendo contato com o tal vocalista, percebeu a chance de fazer daquela Banda a sua Banda. Bastava para isto "chutar" o guitarrista original da ELF! 
Pois bem, seja feita a tua vontade! David 'Rock' Feinstein foi "bicado" da Banda que havia fundado com o seu primo, Ronald Padavona, ou pura e simplesmente, Ronnie James Dio!



Em 1976, consegue o que na minha opinião é a melhor formação do Rainbow, com Ronnie Dio (vocais), Blackmore (guitarras), Cozy Powell (bateria), Tony Carey (teclados) e Jimmy Bain (contrabaixo). Com esta formação faz o antológico "Rising" e o "On Stage", um excelente LP duplo, que na época,  a nossa edição nacional, saiu criminosamente como LP simples, extremamente mal gravado e mixado!
- SENTIMENTOS QUE SÓ OS QUE VIVERAM NAQUELA ÉPOCA SENTIRAM E SABEM DO QUÊ ESTOU FALANDO ... -
Após estes registros Blackmore começa um troca-troca infernal entre seus músicos, o que deixa o seu Rainbow com oscilações - altos e baixos no decorrer dos anos...


(Blackmore fazendo do mastro da 'Union Jack' o seu slide)


Até, que em um belo dia, como diz o selo ainda colado no meu LP original de "Perfect Strangers":
"O Destino os trouxe de volta!" ...
Destino... sei... Não seria De$tino$$$$$ ???
O Purple retorna a vida com a reencarnação de sua segunda formação, ou como chamamos, MK II.
Cinco discos após o seu retorno, surge o filme (e o CD) "Come Hell Or High Water" aonde podemos conferir, além de toda a sua técnica e sentimento, toda a sua sisudez e cobrança, quando ainda na primeira música, Blackmore percebe que Gillan perde o tempo em sua percussão... e aí... confiram clicando na foto abaixo e fazendo o download deste Show!


Come Hell or High Water
(Clique na foto para download)


E então, Mr. Blackmore enche (de novo) o saco das caras de Gillan & cia. e decide sair pela segunda vez do Deep Purple! Mas não antes, neste meio tempo, demitir (de novo) Ian Gillan em 1990. Desta vez recrutou o fraquíssimo Joe Lynn Turner, seu ex-pupilo do Rainbow para substituir Gillan, quando das gravações do para mim sofrível 'Slaves and Masters'. Uma mancha tão grande no currículo do Deep Purple (e de Blackmore) que ele aceitou Gillan de volta para próximo disco!
Ao sair do Deep Purple, desta vez Blackmore desenvolveu um Projeto chamado "Blackmore´s Night, ao lado de sua bela e competentíssima esposa, Candice Night. Vocês poderão fazer o download do arquivo "*.torrent" que tem TODA a discografia da Banda Blackmore´s Night apenas clicando na foto caricatura de Blackmore logo aí abaixo:

Blackmore´s Night
(Clique na foto para download)


Caso você não tenha um programa apropriado para baixar arquivos Torrent, então clique na figura abaixo.
Depois de instalado, abra o arquivo com o uTorrent, ou pelo Windows Explorer dê um duplo clique no arquivo torrent que o mesmo fará a importação para você!


(Freeware)

Existem ainda muitas e muitas coisas mais a serem ditas por mim, e com certeza, por outros admiradores dos trabalhos de Ritchie Blackmore, mas com certeza, já está muito bom até aqui, não?

PARABÉNS Mr. Ritchie Blackmore por seus 66 anos de vida, e que você viva muito mais do quê outros tantos 66 anos!

Abraços, nos vemos por aí ... e Toca o Barco!


domingo, 3 de abril de 2011

Encerrada a discussão! Agora acabou!

( Finished the discussion! Now it's over! )


Encerrada a discussão! Agora acabou!
Depois de tanto bate-boca, a discussão definitiva!
Quem é o melhor, o Led Zeppelin ou o Deep Purple?
Clique na foto abaixo e veja os argumentos e a decisão final!


Rsrsrsrs... Thanks jayrandall22011 (todos os direitos à ele reservados)!!!
Bem que poderia ser um [OFF-Topic], mas aí não teria a mínima graça!

Até mais e toca o barco!
                                                                                                                                                                    

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SMOKE ON THE WATER: Um Hino do Rock & Roll

 ( SMOKE ON THE WATER: A Rock & Roll Hymn )


(fig. 1)


(fig. 2)


Olá! Como estão?


E agora a pergunta que não quer calar! A pergunta de um milhão de dólares:

ATENÇÃO...

O que existe de comum entre a fig. 1 e a fig. 2????????????????
Acertou quem disse que ambas fazem referência ao grande Deep Purple! A primeira ilustra Smoke on the Water, e a fig. 2 é uma paródia da capa de um disco do Purple, que aliás, também refere-se a " 'Smoke On The Water'"!


Bem, falar deste verdadeiro HINO que atravessou anos e embala até hoje as novas gerações é extremamente fácil, apesar de quê, acredito que quase tudo já tenha sido falado/escrito sobre esta "obra-prima do Rock"! Esta pérola foi criada a partir da experiência vivida pelo Grupo no final de 1971 em Montreux, na Suiça. O vocalista Ian Gillan deu uma de Johnny Van Zant (vocalista do Lynyrd Skynyrd), que compunha usualmente pela sua própria experiência vivida - ótimo!


Assim como o Led Zeppelin com a sua elaborada "Stairway To Heaven", o Deep Purple conseguiu o seu lugar na escola dos quê cismavam em tocar seus violões e guitarras. Iniciavam e tocavam até as suas "perfeições"... Rsrss. Quem nunca teve um amigo que, tocando o seu instrumento não "levou": 'tam-tam-tam... tam,tam,tam tam... tam tam tam, tam tam..." ??? Hahahaha... é verdade! Este magnífigco riff de Mr. Richard Blackmore encanta e contagia qualquer ouvinte! O que os americanos conseguem fazer com o refrão de suas músicas Hard & Heavies, Ritchie Blackmore, assim como Keith Richards (Rolling Stones/Satisfaction) conseguiu fazer! O seu riff virou refrão!


Bem, para os que conhecem a história do LP "Machine Head", esta música sintetiza todo o clima dramático que envolveu a sua gravação. Muitos consideram este o melhor trabalho dos 'Purple(s)', e aqui vale a ressalva... (Eu não!). Mas isto não vem ao caso agora, pois este POST é uma homenagem aos criadores desta fantástica música , e principalmente, um presente para os que realmente  a amam, assim como eu! Mas algumas advertências se fazem necessárias: Aqui vocês serão levados do Céu ao Inferno, ou vice-versa, a depender de suas preferências 'roqueiras'.

Apertem os cintos, e lembrem-se: "Estamos na 'Era da Revolução da Informação', então, toda a informação é válida!". Como disse Rob Halford (vocalista do Judas Priest) à Crítica da época: "Não critiquem aquilo que vocês não conseguem entender!". Ou não gostam. Sempre vai ter alguém (??) que vai gostar daquela "coisa"... :)

(*) - É só clicar no número entre < > !!

<01> - Deep Purple - Comecemos a nossa viagem com a ORIGINAL! Deep Purple, disco "Machine Head",gravada nos corredores de um Hotel com a Unidade Móvel dos Rolling Stones. Cadenciada, acentuando a marcação altamente robusta e técnica de Ian Paice na bateria. Jon Lord preenche a música com o seu Hammond, Glover marca pacientemente em seu contrabaixo um impaciente (e até certo ponto-jazzístico) Ritchie Blackmore enquanto Ian Gillan interpreta o que foi para eles um grande susto, porém um momento único em suas carreiras! Sem sombra de dúvidas eles conseguiram criar um Hino, e Blackmore conseguiu entrar para o hall dos criadores de riffs imortais do Rock & Roll.

<02> - Ian Gillan Band - Em seguida pularemos alguns anos e encontraremos Ian Gillan com a sua IGB executando-a 'Ao Vivo' em Tókio. Vocês notarão as influências totalmente Jazzísticas da Banda nesta interpretação! Prestem bastante atenção a marcação TOTALMENTE incomum do excelente baterista Mark Nauseef, um dos GRANDES bateristas da História do Rock & Roll!! IMPECÁVEL! Por um momento ele ofusca todos os outros membros desta excelente Banda. Bem, afinal de contas o vocalista é o senão glorioso Ian Gillan! A sessão rítmica de Nauseef é impressionante! Em sua segunda parte então, baixo, bateria e teclados fazem as convenções para os solfejos de Gillan e os solos de guitarra de Ray Fenwick, que sinceramente, se não são fantásticos, também não comprometem. Porém é inegável que o baixista John Gustafson, que o excelente tecladista Colin Towns e que Nauseef estavam a altura de acompanhar o exímio vocalista! Apreciem esta versão excelente, diferente e completamente 'roubada' pelo baterista!

<03> - Black Sabbath - E de novo o velho e grande Ian Gillan nos surpreende! Desta vez indo substituir ao não menos grande Ronnie James Dio de sua primeira saída do Black Sabbath. Na época liamos em revistas especializadas e esperávamos com avidez o Lp que se chamaria 'Born Again'. Quantas e quantas vezes lemos que o Sabbath estava executando 'Ao Vivo' "Smoke On The Water" e ficávamos a imaginar como seria este Hino com as execuções de Iommi e Butler, respectivamente guitarra e baixo. Bem, aqui a temos com Bev Bevan (ex-Eletric Light Orchestra) na bateria. Tony Iommi mostra desde o início que é ele, e não Blackmore que está na guitarra. Riff alto e poderosíssimo enquanto Geezer Butler fica comportadíssimo no contrabaixo. Sem dúvidas Gillan ainda consegue brilhar apesar da algumas intervenções cirurgicas em suas cordas vocais no decorrer dos anos, enquanto Iommi faz o seu solo com o seu 'jeito Tony Iommi de tocar'.

<04> - Deep Purple (MK IV) - Dá-se o nome de 'MK IV', ou a quarta formação (marco), neste caso do Deep Purple. Esta formação contava com os fundadores Jon Lord nos teclados e Ian Paice na bateria, além dos remanescentes da MK III David Coverdale nos vocais e Glenn Hughes no contrabaixo e vocais e o excelente guitarrista Tommy Bolin - um dos meus guitarristas preferidos e pertencente a minha tríade sagrada do instrumento (os outros dois são Randy Rhoads e Jimi Hendrix). Nesta versão 'Ao Vivo' em Long Beach em 1976, é interessante ver como Coverdale e Hughes dividiam os vocais, como Bolin, com a sua 'levada' jazzística se saía entre um enfurcido Paice e um harmonioso Lord! Mas o ponto alto desta versão é realmente o intermezzo que Hughes faz com 'Georgia On My Mind' de Ray Charles. Que voz incrível! Entre microfonias descontroladas, excelentes solos de teclado, marcações precisas do contrabaixo de Hughes passeando por todo o braço de seu instrumento esta versão ficou por muito tempo relegada aos discos piratas só entrando para o catálogo oficial da Banda com o advento do CD. Um documento Histórico, sem dúvidas!


<05> - Deep Purple (Gillan & Dio) - Da série "Grandes Encontros", desta vez o Deep Purple se encontra com Ronnie James Dio! Um momento Histórico para qualquer Fã do Rock & Roll, pois ali naquele palco estavam também dois ex-vocalistas do Black Sabbath!Este registro é datado de 1999 e é proviniente de um Show que comemorava os 30 anos de lançamento do disco "Concert For Group And Orchestra". Interessantíssimo vermos (ouvirmos na verdade) a integração da Orquestra Sinfônica de Londres com a Banda, principalmente com o exímio guitarrista Steve Morse. Paice continua impecável, Lord excelente Maestro, Glover marcador como sempre e Gillan e Dio dando um Show com suas inconfundíveis vozes marcantes! Outro Clássico!

<06> - Paul D´ianno´s Killers - Esta versão entra aqui pois é um tributo ao Queen e ao Purple executado pelo primeiro vocalista do Iron Maiden, e por sua Banda - Killers - formada também por dois ex-integrantes da Tokyo Blade. É interessante ver D´ianno cantando a eterna influência de vários e vários músicos mundo afora durante décadas! Desta vez temos aqui duas guitarras e não mais um teclado para harmonizações. D´ianno se sai muito bem!

<07> - Dream Theater & Bruce Dickinson - Com toda a maestria instrumental do Dream Theater e mais a interpretação do fã confesso de Ian Gillan, Bruce Dickinson vocalista do Iron Maiden junto ao seu colega de função do Theater, que canta a primeira parte da música, James LaBrie. John Petrucci (guitarra), John Myung (baixo), Mike Portnoy (bateria) e Derek Sherinian (teclados) realmente arrebentam nesta versão! Escutem! Pessoalmente gosto muito do Dream Theater e o seu estilo Heavy Progressivo. Mas principalmente por que eles são Músicos com 'M' MAIÚSCULO! Tocam de Elton John a Zeppelin, do Pink Floyd ao Dixie Dregs, do Queen ao Kansas. Fabulosos!

<08> - Nirvana - Uma gravação antológica do Nirvana tocando também o Hino, acreditem! Bem, esta versão é o estilo 'Nirvana', para o público 'Nirvana', com a competência 'Nirvana' de ser e executar. Valeu Kurt, que até "passeia" por um hit dos Stones! É lógico que a gravação é Bootleg, não oficial, então, apenas curtam - os que gostarem do Nirvana é claro!

<09> - Metallium - A hora e a vez do Power Metal oriundo da Alemanha. O destaque desta versão, além do peso, vai para os incontroláveis bumbos do baterista que confesso aqui não saber quem é, se Michael Ehré ou o Mike Terrana.O som é alto e avassalador!


<10> - G3 - O quê dizer de três exímios guitarristas da atualidade dividindo o mesmo palco e executando a mesma música ao mesmo tempo? Pois é o que fazem Joe Satriani, seu ex-aluno Steve Vai (é...) e o já citado aqui anteriormente, John Petrucci do Dream Theater (o cara tem competência para tocar com estas duas feras não?). Pois é, por alguns minutos os japoneses vibraram e foram presenteados com esta brilhante versão. Além destas três feras, o vocal fica por conta de Matt Bissonette (ex-David Lee Roth Band), Jeff Campitelli (baterista de Satriani) e Billy Sheehan (contrabaixista ex-Tallas, ex-David Lee Roth Band e ex-Mr. Big). O destaque vai para os duelos dos três se transformando em um mega-solo!

<11> - Yngwie Malmsteen - Não se tem muito o que falar deste músico. O cara é fã de Blackmore, é um put@ músico. Tá, uma personalidade difícil, mas quem irá sentar na mesma mesa de um bar que ele? Eeeppsss! Preciso ter cuidado com o quê eu digo! Quase nos sentamos na mesma mesa de um Bar em Lençóis com um "nativo" chamado Jimmy Page(!) quando ele morou por ali alguns tempos! Bem, além da cranificina do solo do sueco, o destaque vai para o final da música, similar a da versão do Deep Purple em seu "Made In Japan".

<12> - Biréli Lagrène e Jaco Pastorius - Desta vez temos aqui o guitarrista francês Biréli Lagrène, fãzaço de Django Reinhardt (que tem também reconhecidamente como seu fã Jimmy Page do Led Zeppelin), e um dos maiores contrabaixistas que o Mundo já viu/ouviu, Jaco Pastorius! Claro, a leitura é Jazz instrumental com uma introdução clássica e extremamente habilidosa! Vale a pena uma audição minunciosa... EXCELENTES músicos!

<13> - Dick Dale - O guitarrista canhoto Dick Dale, rei da Surf music, revela aqui a sua versão, também
instrumental, deste clássico. Com a sua sempre estridente guitarra, Dale dá uma leitura totalmente inovadora, bem focada no rítmo e com passagens solos dos instrumentos de base (baixo e bateria) esta versão não faz feio, ao contrário, soa como uma homenagem!

<14> - Hayseed Dixie - Esta Banda norte-americana mostra a sua versão com muitos metais e backs femininos. Uma versão engraçada que até lembra arranjos de Paul Anka, Frank Sinatra, sabe-se lá quem! A Dixie é conhecida por suas covers de Hard Rock com toques extremamente sulistas de Bluegrass, Honk Tonky e Country & Western. AC/DC e Kiss já fizeram parte de seu set list. Apesar de estranha vale a pena dar uma conferida!
 

<15> - Señor Coconut - Esta é da série: "Será que isto é verdade?" - Acreditem, este cara é um alemão que atende por este pseudônimo e é acompanhado por "Su Orquestra" fazendo versões em ritmos caribenhos de 'Salsa y Meregue' (!???!!). É incrível o que podem fazer com esta música! Meu Deus! Apenas escutem!

<16> - Dolapdere Big Gang - Affff....turcos! Estes vêm da Turquia!! Istambul! Vocês já devem imaginar! Até que o "turquinho" canta legal, e atrás aquela 'montanha de instrumentos árabes...afff...E aquele jeitinho árabe de dedilhar... DEFINITIVAMENTE ESTES TURCOS ME PERSSEGUEM! A música está no maior 'estilão' "dança-do-ventre", saca só!

<17> - Acid Drinkers - Esta abre uma sequência de três momentos para os mais radicais e revoltados! O Acid Drinkers é uma Banda de Thrash Metal oriunda da Polônia. Já viram que estes caras têm tudo para serem revoltados, né? No entento os caras são criativos! Começa com um trecho de Gillan conversando com o público em 1972 no Japão, anunciando a música e depois de uma inrtodução um tanto quanto preguiçosa, eles vem fazendo a linha "corre e cadencia". Sem dúvidas uma leitura diferente. O baterista é bom , e guitarrista faz algumas frases originais de Mr. Blackmore.

<18> - Soulfly - Esta é a versão do ex-Sepultura Max cavallera em seu novo projeto naquela época. Thrash, lembrando o Slayer e um pouco o Sepultura. O baterista Joe Nunez utiliza muito bem a técnica dos dois bumbos.

<19> - Throne Of Chaos - Estes vêm da Filândia, fazendo um speed-thrash metal. Para os que gostam, ficou muito legal! Exodus é o quê me vem a cabeça.


<20> - Vintagent - Da série "Será que isto é verdade? No.2". è um mercado árabe! Tem de tudo: house, dance, techno, remix, Ozzy ... Meu DEUS! No comments! Para os quê quiserem fazer uma rave é só deixar tocar este negócio sem parar!

<21> - Emmerson Nogueira - Na sequência uma versão acústica de nosso brasileiríssimo Emmerson Nogueira. Voz, violão e percussão. Eu ainda acho que ele criativamente dá uma misturada no riff para parecer com "Whithout Love" do Doobie Brothers... eu acho! Diferente, mas agradável. Versão para Barzinhos! :)

<22> - No Gillan - Um presentinho para vocês! Da série: "Mamãe eu quero cantar como o Ian Gillan!". Conseguimos a versão instrumental sem os lead vocals, apenas com os backs! Treinem!!!

<23> - No Blackmore - Presentinho dois! Este já é da série: "Papai me dá uma guitarra que eu solo igual ao
Blackmore!". Muito bom para os que querem solar e excelente para ouvirmos o trabalho de contrabaixo de Glover durante o solo... Joguem duro! Treinem!!!

<24> - PURESANG vs. Deep Purple - O que é isto? Temos aqui agora o volume 3 da série "Será que isto é verdade?". Mas como falamos lá em cima, quase no início do POST: "Aqui vocês serão levados do Céu ao Inferno" e lembrem-se: "Sempre vai ter alguém (??) que vai gostar daquela "coisa"..." - Será?

<25> - Dreamtime-mix - Ei, apesar do nome, esta é uma versão para os quê realmente são AMANTES deste Hino! Trata-se de uma ALTAMENTE competente mixagem das três execuções de "Smoke..." nos três dias de apresentações da Banda no Japão em 1972! A música ficou com quase treze excelentes minutos que fazem qualquer Purplemaníaco viajar com esta apresentação! Muito bem feito! Audição altamente recomendada!

***************************

Pois é! Esta é "Smoke On The Water" retratada aqui em suas várias 'facetas'. Tenham certeza que muitas outras versões exixtem por aí. Estas são só algumas! Não é a toa que esta música foi escolhida para a quebra do recorde em Kansas com 1680 guitarristas a executando em 03/06/2007. ( http://madmikey.mu.nu/archives/2007_06.php )

(1680 guitarristas em Kansas)

E logo depois na Alemanha quebrariam o record com mais de 1800 guitarristas. Guinness neles! Ou melhor, na música do Deep Purple! ( http://www.spiegel.de/international/zeitgeist/0,1518,490522,00.html )

(1800 guitarristas na Alemanha)

Valeu, até a próxima! Ahhh, para a rapaziada que está escrevendo para o salada.rock@gmail.com , não me esqueci do RATT!! Fiquem tranquilos, estou revigorando as idéias acerca do POST! Abraços!

SMOKE ON THE WATER





domingo, 24 de outubro de 2010

GRAND FUNK RAILROAD - Todo o peso da estrada de ferro que leva ao Heavy Hard Rock


( GRAND FUNK RAILROAD - All the weight of the railroad that leads to the Heavy Hard Rock )



Incrível, mas não estou conseguindo terminar o meu post sobre o Ratt. Simplesmente empaquei! Não que eu não tenha o quê falar sobre eles, mas, simplesmente as idéias estão me fugindo a cabeça. Peço desculpas à vocês, pois a isto se deve também este 'gap' sem posts.
:(
Então, como forma de desafiar o meu próprio 'bloqueio', específicamente sobre o RATT, decidi escrever agora sobre uma das Bandas que eu acredito ser o fiel retrato do Rock & Roll, e todo o desafio por quais passamos nesta vida! E esta Banda é o GRAND FUNK RAILROAD!
O Grand Funk é uma, e a única americana, das cinco Bandas precursoras do Heavy Metal/Hard Rock. As outras quatro são todas inglesas: Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath e a injustiçada, Uriah Heep. Cada uma destas cinco Bandas tem uma característica própria e marcante. Os seus sons são inconfundíveis para os que as conhecem. E destas cinco, o Grand Funk, por ser americano, contra-atacando a segunda onda de invasão inglesa ao seu território (a primeira se deu com Bandas como Beatles, Rolling Stones e The Who), foi a mais duramente criticada, não pelos seus "malabarismos" temáticos ou instrumentais (vide Uriah Heep), mas exatamente pelo contrário: a falta de técnica de seus componentes e seu som sujo e pesado.


O Grand Funk nasceu em Michigan, mais precisamente na cidade de Flint, em meados dos anos 60 com o nome de Jazzmasters, e logo depois, se juntaram a um disk-jockey chamado Terry Knight. Terry chegou a lançar uns dois álbuns com a sua Banda de apoio, o "The Pack" - pré-Grand Funk, cujo os integrantes eram Mark Farner (guitarras), Don Brewer (bateria), Craig Frost (teclados) e  um baixista chamado Don Lester. Após idas e vindas, encontros e desencontros de Terry com os Pack, em 1969 Terry Knight se converte a Produtor e Empresário deles, agora rebatizados de Grand Funk Railroad, um trocadilho com a estrada de ferro de Flint, Grand Trunk Western. Mais ou menos neste tempo o baixista Mel Schacher entra no grupo. O "ambiente" da época se tornou bastante propício para o crescimento de popularidade do Grand Funk entre os jovens americanos devido ao período de dissolução dos Beatles - a falta de ídolos para aquela juventude, a Guerra do Vietnã - grande palco de desilusões, mortalidade e repúdio desta mesma juventude, além de uma total falta de credibilidade dos jovens para com os "donos do sistema". Assim, aproveitando-se de todo este descontentamento, e também com o espírito "visionário" de Mr. Knight, eles caíram no coração e nas graças destes jovens, com suas letras pacifistas. revolucionárias e ao mesmo tempo com um som sujo, mas totalmente energético!!! Suas apresentações ao vivo eram brutais e selvagens, o que propunha uma enorme identificação com esta juventude. Uma prova do quê estamos dizendo está registrado na primeira faixa do álbum ao vivo Grand Funk - Live Album. de 1971, onde no início de "Are you Ready" a Banda chega a ser "sufocada" pela audiência!!


Quando dissemos que o GFR era um exemplo "de vida". Escutem a 'crueza' do primeiro disco "On Time". Mais específicamente a faixa 'Heartbreaker' (não confundir com o petardo do Zeppelin II). Esta música é carregada de uma emoção ímpar, e com um adendo: apesar de na época já existir o recurso de mixagem e gravação por pistas, o bom Mark não consegue terminar uma escala, ponto de destaque da música, sem "enganchar" nas cordas. Simbólico. No disco ao vivo de 1976, "Caught in The Act", esta mesma música é executada com perfeição e até mesmo com uma pitada de ironia. Ouçam!

O GFR teve de lutar contra a pesada crítica da época, contra os seus "pares" ingleses (Jimmy Page certa feita disse: "O Grand Funk é uma barulheira só! Eles são incapazes de fazer números acústicos como fazemos!" - Led Zeppelin), contra a má administração financeira de Terry Knight, e até contra o tempo, uma vez que eles tinham de estudar muito seus instrumentos, além de gravar e fazer Shows. Por outro lado, a seu favor, toda uma geração de jovens americanos, um cobiçado mercado para qualquer artista até os dias de hoje. A grande verdade é que a "massa" elevou o GFR até um lugar de destaque no mercado americano, e a crítica, com o passar dos álbuns teve de reconhecer o talento e o poder deles! Eles venceram por sua luta e garra - uma lição de vida! Eles se tornaram a resposta Americana aos Ingleses! Em 1972, um grande amigo dos primórdios da Banda retorna. Craig Frost, e com a sua ajuda, agora a Banda refina o seu som! No lançamento deste mesmo ano, "Phoenix", uma analogia ao término, e ao resnascimento sem Terry Knight. Neste disco já se percebe uma fortíssima influência de Frost, influenciando até mesmo Mark a tocar um agressivíssimo órgão em algumas faixas, notadamente na primeira, 'Flight Of The Phoenix'. Este disco, para mim, entra no HALL dos imprescindíveis para se ouvir e ter, seja em qual forma de mídia ou armazenamento for. A saber: fita de rolo (muito antiga), fita k-7, vinil, CD,MP3, qualquer coisa, mas tenham!!
 

E aí, abre-se uma sequência do "HALL dos imprescindíveis": 'We´re American Band" - precisa dizer mais alguma coisa? Só reforça o que falamos acima: EUA x Inglaterra; "All the Girls in The World Beware" de 1974, muito bom LP! O seu trabalho de capa, fêz até os mais ingênuos pensarem na época: "Putz, os caras são 'put@ malhados' - e sem a informática "comendo no centro" hein - Geração mouse/Windows-? Hehehe, brincadeira!; No mesmo ano (74), "Shinin´ On", que além de 'imortal' musicalmente, traz uma outra capa 'futurista' - com direito a um óculos 3D!; Em 1975, (76 para nós brasileiros), o imperdível álbum ao vivo - "Caught In The Act", citado anteriormente. Na minha opinião, muito melhor do quê o "Live Album" de 1971, por motivos óbvios. A Banda está mais madura técnica e musicalmente, com um enorme domínio de palco, e acima de tudo afiadérrima, em contra-ponto a histérica apresentação de 1969 - lançado em 1971. Sguramente um dos melhores registros ao vivo do Rock & Roll!; "Born To Die", ainda em 1975, feito sob uma enorme pressão sentimental, pois Mark perdia um primo seu em um acidente rodoviário. Um disco cheio de sentimentos, dor, revolta contra os políticos e sua leis e até mesmo questionamentos religiosos. A sua capa, um tanto macabra diz tudo. Para quebrar o clima, "Sally", composta para uma antiga namorada juvenil de Farner, uma balada-country ingênua; E finalmente, encerrando a sua fantástica primeira fase, um LP produzido por Frank Zappa, com o sarcástico título "Good Singin´Good Playin´ " - "Cantando Bem, Tocando Bem", só ouvindo para crer na competência e descontração da Banda. FANTÁSTICO!


Bem, após um hiato de alguns anos, o GFR se reuniu de novo e lançou mais alguns álbuns, anos a fora, alguns até com formações diferentes, sem Mel Schacher e até mesmo Mark Farner. Não iremos aqui abordar esta outra fase por apenas acreditarmos quê a ESSÊNCIA do Grand Funk Railroad se concentra, realmente na fase 1969-1976. Não que não hajam trabalhos interessantes na fase mais nova, mas não ousaremos sequer comparar. Apenas ouçam os trabalhos e teçam as suas próprias opiniões. Isto é Democracia, isto é a vida - isto é o Grand Funk Railroad!

(*) - Para os quê se interessarm pela envolvente história desta fantástica Banda, por favor visitem o BLOG co-irmão, ( http://cavalosemnome.blogspot.com/search/label/Grand%20Funk%20Railroad ), que traz também a discografia e um excelente texto da GRANDE REVISTA "Rock, a história e a glória" de 1975.
Clique na capa do livro abaixo para acessar o BLOG co-irmão mencionado acima!


Nós temos :) !!!
Abraços e até a próxima!



Discografia: 

Grand Funk Railroad - 1969 - ON TIME
Grand Funk Railroad - 1970 - GRAND FUNK
Grand Funk Railroad - 1970 - CLOSER TO HOME
Grand Funk Railroad - 1971 - LIVE ALBUM
Grand Funk Railroad - 1971 - SURVIVAL
Grand Funk Railroad - 1971 - E PLURIBUS FUNK
Grand Funk Railroad - 1972 - PHOENIX
Grand Funk Railroad - 1973 - WE'RE AN AMERICAN BAND
Grand Funk Railroad - 1974 - ALL THE GIRLS IN THE WORLD BEWARE!!!
Grand Funk Railroad - 1974 - SHININ'ON
Grand Funk Railroad - 1975 - CAUGHT IN THE ACT
Grand Funk Railroad - 1975 - BORN TO DIE
Grand Funk Railroad - 1976 - GOOD SINGIN', GOOD PLAYIN'
Grand Funk Railroad - 1981 - GRAND FUNK LIVES
Grand Funk Railroad - 1983 - WHAT´S FUNK?

Grand Funk Railroad - 1997 - BOSNIA
          Part1
          Part2

(**) Um presentinho especial para os nossos LEAIS leitores e FÃS desta Banda - História e Garimpagem pura!

* Pré-Grand Funk Railroad *



- Terry Knight & The Pack - Reflections (1967) 
          LP
          Singles

- Terry Knight And The Pack - Terry Knight And The Pack (1966)
          LP